O casamento judaico é repleto de rituais que dão sentido ao propósito e significado mais profundo do casamento.
A cerimônia de casamento acontece embaixo de uma chupá (pronuncia-se hupá e quer dizer toldo).
A Chupá significa a casa que será construída e dividida pelo casal e é aberta dos lados simbolizando hospitalidade aos amigos e parentes.
Embaixo da chupá, a noiva dá sete voltas ao redor do noivo, simbolizando a construção do mundo em sete dias bem como a construção do novo lar.
No casamento judaico são servidas duas taças de vinho simbolizando alegria. O vinho está associado ao Kidush, a reza de santificação recitada no Shabat e nas festividades. O Casamento, chamado de Kidushin (Sagrado), é a santificação do homem e da mulher um para o outro.
A aliança deve ser feita de ouro puro, sem desenhos ou ornamentos. No casamento, o noivo aceita para si algumas responsabilidades matrimoniais que são detalhadas na Ketubá (contrato nupcial).
A sua obrigação principal é prover alimentos, abrigo e roupas para sua esposa, e ser atencioso com relação às suas necessidades emocionais. A proteção dos direitos de uma esposa judia é tão importante que o casamento só pode ser formalizado após a leitura completa do contrato. São recitadas sete bênçãos (Sheva Brachot).
Um copo é colocado no chão, e o chatan (noivo) quebra com o seu pé. Esse ato serve como uma expressão de tristeza com a destruição do Templo em Jerusalém, e proporciona ao casal sua identidade de povo judeu. Um judeu, mesmo no maior momento de sua alegria, tem em mente sua vontade maior ainda de reerguer Jerusalém ao seu mais alto jubilo.
Com gritos de “Mazel Tov”, o chatan e a kallah (noiva) oferecem uma alegre recepção para seus convidados.